Seja bem-vinda(o) de volta! Se você chegou até aqui, acredito que tenha se identificado com o texto da semana passada ou com o título da matéria de hoje. De qualquer forma, espero que as próximas linhas possam te trazer alguma reflexão. 

Para começarmos, quero te perguntar: você já parou para pensar quantos dias você viveu até aqui? Com uma conta rápida consegue-se perceber que, se você tem cerca de 30 anos, você já viveu aproximadamente 11 mil dias. Ainda, se você tem cerca de 50 anos, você já viveu uns  18 mil dias. Sinta-se à vontade para pegar uma calculadora, se preferir (eu mesma fiz isso). 

Entender quantos dias nós vivemos até aqui é algo tão simples e que pode nos trazer grandes reflexões. Algumas delas eu quero colocar em pauta, aqui.

De todos esses dias que viveu, já calculou em quantos destes pensou no que você realmente é bom? Se você respondeu entre 1 e 100, fique tranquila(o), mais de 95% dos meus clientes respondem dentro dessa média. Em contraponto, se eu te perguntasse, quantos desses dias você parou para pensar que não é bom o suficiente? Ou que você precisa melhorar “nisso” ou “naquilo”, pois não é algo que flui naturalmente pra você? Agora, se você respondeu “todos” ou “quase todos” ou “muitos”, você está, também, na mesma linha de resposta dos meus clientes. 

Imagino que deva estar se perguntando qual é a razão dessa reflexão e o porque isso é importante. Se essa for a sua indagação, te convido a vir comigo nos próximos parágrafos.

Você já percebeu como funciona o boletim escolar? Ou uma reunião de feedback do seu trabalho? Acho que pode ter acontecido mais ou menos assim: “eu não preciso estudar nem investir tanto tempo no que sou naturalmente bom, pois preciso desse tempo para me dedicar ao que tenho mais dificuldade, tendo em vista que ali está meu maior potencial de crescimento”. Ou seja, constantemente, somos encorajados a analisar e corrigir nossas fraquezas, para nos tornarmos fortes. 

Se ainda não fez sentido pra você, faço questão de afirmar que a maioria dos programas de aprendizados, hoje, têm como foco nos tornar aquilo que não somos. Por exemplo: se não for uma pessoa dotada de pensamento analítico, você deverá ir para um curso sobre ter um pensamento analítico. Assim, constantemente, em todas as áreas da nossa vida, focamos mais nas nossas fraquezas do que nos nossos pontos fortes. 

"MACIEIRAS E LIMÕES"

Quando falo sobre essa reflexão e pensamento, gosto sempre de trazer a metáfora da fazenda. Um dia, um fazendeiro acordou com vontade de tomar o melhor suco de limão que a sua fazenda poderia produzir. Ao sair para sua plantação, ele foi conversar com o pé de maçã e disse algo mais ou menos assim: “pé de maçã, é o seguinte, eu tenho investido muito tempo em você, te ensinado diversos conhecimentos, investindo muitos recursos, e eu quero que você me retribua preparando o melhor limão dessa fazenda, para que eu possa tomar meu suco de limão.” Nesse momento, o pé de maçã se animou bastante, já que são poucas as oportunidades que ele tem de mostrar seu trabalho e de se destacar em meio à tamanha plantação. Com isso, o pé de maçã muito animado, reuniu forças e se dedicou como nunca antes tinha se dedicado a um projeto. Assim, começou a estudar sobre como fazer limão, o que pode ser um diferencial para um limão, passou a levantar mais cedo e a descansar mais tarde, o que começou a gerar um desgaste muito grande. Passada uma semana, o fazendeiro voltou para pegar o limão que o pé de maça tinha se comprometido a entregar. Assim que chegou, teve uma decepção tamanha: o limão estava aceitável, mas nem de longe era o melhor limão daquela fazenda. Na mesma hora, o fazendeiro, inundado por um sentimento de frustração, disse: “pé de maçã, algo tão simples e você não conseguiu entregar. Eu gastei muitos recursos com você, investi tempo e dinheiro e você não tem entregado resultado algum, não sei mais o que fazer. Acredito que só temos uma opção, te substituir".

Agora eu te pergunto, e se o fazendeiro soubesse que para o pé de maça não é natural entregar limão, mas que ele pode entregar a melhor maçã da região? E se o fazendeiro lembrasse que existe, na fazenda, um pé de limão que entrega, naturalmente, um bom limão? E se as funções fossem distribuídas de outra forma? 

Te lembrou alguma coisa? Exatamente, essa é uma realidade presente mais do que imaginamos nas nossas vidas.  

De acordo com um dos maiores institutos de pesquisa e desenvolvimento do mundo, o Instituto Gallup, pessoas que investem nos seus pontos fortes são 3x mais propensas a terem qualidade de vida, 6x mais propensas a serem motivadas e 8x mais produtivas no trabalho. 

E olha que interessante: hoje, no mundo, apenas 20% das pessoas estão focadas em seus pontos fortes no trabalho e acreditam que os utilizam todos os dias. Isso quer dizer que cerca de 80% das pessoas estão investindo em algo que não é natural para elas, que não sentem satisfação em realizar, que não aprendem rapidamente e que não tem desejo de aprender. Além disso, essas pessoas estão constantemente tentando ser algo que não são, em vez de serem muito mais do que já são.

Para finalizar, quero trazer uma frase atribuída a Einsten, que diz: “todo mundo é um gênio. Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele vai gastar toda sua vida acreditando que ele é estúpido.”

Assim, em vez de focar no que falta, que tal focar no que farta? – parafraseando o propositologista Kiko Kislansky.

Se você se interessou sobre esse tema, sexta-feira que vem vamos falar sobre uma metodologia criada pelo próprio instituto Gallup que traz algumas dicas e possíveis passos para trabalhar esse pensamento. 

Espero que tenha feito sentido pra você. Como eu sempre digo, se esse singelo texto provocou alguma reflexão, já valeu a pena e meu objetivo foi cumprido.

Nos vemos semana que vem!

Com carinho, 

Bia Ramos

SOBRE BIA

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Bia Ramos | divulgação

Bianca Ramos, ou apenas Bia Ramos, tem como propósito resgatar a essência do ser humano, para um mundo mais feliz. Realiza mentorias individuais e em grupo, workshops e palestras com foco em desenvolver a felicidade, tendo como base a Psicologia Positiva, a Neurociência, o método nacional de Felicidade Interna Bruta, do instituto Feliciência e a metodologia internacional CliftonStrengths do Instituto Gallup. 

Agora, ela estará no Aratu On, todas as sextas-feiras, para falar e refletir sobre felicidade.

Saiba mais sobre o trabalho e o propósito dela no Instagram (@biaramos.f).
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*Fonte: livro “Descubra seus pontos Fortes 2.0” do Instituto Gallup e Tom Rath.

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