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Bolsonaro cometeu infração ao andar de moto, dizem especialistas

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Medina
Crédito da Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) cometeu uma infração em sua volta de moto por Guarujá, no litoral paulista, segundo especialistas consultados pela reportagem da Folha de São Paulo. Em trechos de um vídeo distribuído a jornalistas, o presidente circula com o capacete levantado, que fica apoiado na sua testa. O 'passeio' ocorreu no último sábado (20/4).

Segundo o advogado especialista em trânsito Maurício Januzzi, que já foi presidente da comissão de direito viário da OAB-SP, andar com o capacete levantado dessa forma é o mesmo que estar sem o equipamento de proteção.

"É uma infração gravíssima. A penalidade é multa, 7 pontos na carteira, e a pessoa sofre um procedimento de suspensão da carteira de habilitação. Como mandatário da nação ele deu um péssimo exemplo de como conduzir motocicleta", afirmou Januzzi. De acordo com ele, como há imagens, o presidente pode sofrer as punições.

VÍDEO:

O consultor em segurança no trânsito Horácio Augusto Figueira concorda que foi um exemplo negativo, mas não apontou o tipo de infração. "Ele podia ter sido orientado antes do passeio a fazer tudo direitinho. Ele faz barulho desnecessário [quando acelera] e depois levanta o capacete, em um veículo de alto risco. Se na área militar é preciso seguir todas as regras, por que no trânsito seria diferente?", diz.

Segundo o consultor em transporte Sérgio Ejzenberg, o condutor precisa estar com o capacete afivelado quando estiver em movimento. "Se não estiver, é uma infração." A reportagem da Folha perguntou ao Palácio do Planalto se o presidente tem habilitação para moto, mas não teve resposta.

Bolsonaro passou o feriado da Páscoa na cidade do litoral paulista. Ficou hospedado no Hotel de Trânsito da sede da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, no Forte dos Andradas.

Neste último domingo (22/4), antes de voltar para Brasília, ele recebeu Enzo Barros Trevizan, de 12 anos, que tem a doença de Crohn, enfermidade inflamatória crônica que afeta o sistema digestivo. O encontro durou cerca de 15 minutos. "Ele [Bolsonaro] me ouviu, ele conversou comigo, ele entendeu qual é o meu propósito, que eu quero a cura. Que quero que a Crohn fique visível para todos, não só para quem tem", disse o menino.

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